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El Niño: SC terá inverno fora do padrão com avanço antecipado do fenômeno climático

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Tradicionalmente esperado para a primavera, o fenômeno está se formando mais rápido neste ano

Santa Catarina deve enfrentar um inverno atípico em 2026 com a chegada antecipada do El Niño. O fenômeno climático, previsto inicialmente para primavera, começa a influenciar o tempo no Estado a partir de julho, trazendo mais chuva, menos frio e maior risco de temporais.

As previsões não são as melhores e indicam que o Sul do Brasil, poderá chuva em excesso, granizo, ventos fortes, provocando alagamentos e enchentes.

Tradicionalmente esperado para a primavera, o fenômeno está se formando mais rápido neste ano e já deve apresentar os primeiros efeitos ainda durante o inverno.

Segundo os especialistas, há mais de 80% de chance de o El Niño se estabelecer entre junho, julho e agosto.

A expectativa é de que ele ganhe força ao longo do trimestre e atinja intensidade forte na primavera, quando o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial pode superar 1,5°C acima da média.

A conclusão foi apresentada no 241º Fórum Climático Catarinense, que reuniu meteorologistas e pesquisadores de diversos órgãos estaduais e instituições de ensino.

O que muda com o El Niño

De forma geral, o El Niño provoca chuvas acima da média e temperaturas mais elevadas do que o esperado para o período.

Neste inverno, isso significa precipitações mais frequentes e menos frio do que o habitual para a estação.

O período de maior impacto no Sul do Brasil, entretanto, ocorre entre setembro, outubro e novembro, quando as chuvas tendem a aumentar de forma ainda mais expressiva.

“É importante destacar que um El Niño forte não implica, necessariamente, na ocorrência de eventos extremos. No entanto, a atmosfera fica mais favorável à ocorrência desses eventos”, afirma a meteorologista Nicolle Reis, da Secretaria da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.

Quando o tempo começa a virar

Em maio, a previsão ainda indica chuvas irregulares e volumes abaixo da média em grande parte do Estado, mesmo com a passagem frequente de frentes frias e ciclones extratropicais.

Em anos típicos, os acumulados os de junho e julho variam entre 100 mm e 150 mm na maior parte do estado, superando esse patamar no Grande Oeste.

Para este ano, as projeções, no entanto, indicam chuvas mais frequentes e temporais mais intensos, com volumes que podem ultrapassar esses valores em grande parte de Santa Catarina.

Esse cenário ocorre em um contexto de evolução do El Niño, que passa a atuar de forma mais perceptível ao longo do inverno.

Já as temperaturas devem cair gradualmente ao longo de maio, com a chegada das primeiras massas de ar frio mais expressivas do ano.

Junho tende a ser um dos meses mais rigorosos, com mínimas abaixo de 10°C frequentes e máximas que costumam permanecer próximas dos 20°C.

Ao longo deste trimestre, os episódios de frio devem ser menos frequentes e mais passageiros do que o habitual.

Estado reforça preparação para período chuvoso

Diante da previsão, a Defesa Civil de Santa Catarina intensificou as ações preventivas em todo o Estado.

No Vale do Itajaí, uma das regiões historicamente mais impactadas pelo El Niño, as três barragens de contenção de cheias estão aptas para operação.

A Barragem Sul, em Ituporanga, passou por revitalização completa e teve o sistema modernizado.

O Estado também ampliou a rede de monitoramento para 172 estações meteorológicas e hidrológicas, além de manter quatro radares em operação.

A estrutura técnica da Defesa Civil foi reforçada com aumento de 25% no número de meteorologistas e ampliação da equipe de previsão hidrológica.

Além das ações estruturais, a orientação é para que a população acompanhe os alertas meteorológicos e siga as recomendações da Defesa Civil em períodos de instabilidade.

Há posicionamentos diferentes dos técnicos dos serviços de meteorologia. Alguns alertam e pedem providências dos poderes públicos como preparação para enfrentar o fenômeno e outros dizem que não há motivos para alarmes.

Com informações NDMais

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