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Pai que matou filha após discussão com esposa é condenado à pena 71 anos de prisão

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Crime bárbaro chocou a pequena cidade de Abelardo Luz; cerca de 80 profissionais trabalharam para encontrar o corpo da menina

O homem de 41 anos que matou a própria filha bebê após uma discussão com a esposa recebeu pena máxima durante o julgamento na última sexta-feira, 10. O crime bárbaro chocou a pequena cidade de Abelardo Luz, localizada a pouco mais de 80 quilômetros de distância de Chapecó, no Oeste de SC.

O criminoso foi sentenciado por sequestro, feminicídio e ocultação de cadáver. Somadas, as penas chegam a 71 anos de cadeia em regime fechado. O homem está preso desde a época do crime, ocorrido em maio de 2025. Ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Conforme exposto pelo Ministério Público, o pai, a esposa e a criança de um ano e oito meses estavam na casa de familiares no interior de Abelardo Luz, município em que os três residiam. Durante a visita, o casal se desentendeu e o homem deixou a residência levando a filha.

Ele entrou em uma área de mata e os parentes não conseguiram contê-lo. O homem chegou a atravessar o Rio Chapecozinho com a criança no colo, foi para uma área de difícil acesso e matou a menina asfixiada com uma corda. Depois, ligou para a família e confessou o crime.

Cerca de 80 profissionais trabalharam para localizar o corpo da menina, encontrado apenas no dia seguinte à morte.

“O terror que o réu impôs à sua vítima é abominável, escandaloso. Extrapolou todos os padrões de moralidade, de norma civilizatória. Este caso, assim como o seu júri, ficará na memória de todos nós. Espero que possamos nos recordar como um dia em que a justiça dos homens foi feita, em que o rigor da lei foi aplicado para dar a resposta que a sociedade e os familiares tanto aguardaram”, afirmou o promotor de Justiça Edisson de Melo Menezes.

Com camisetas estampando uma foto da criança e pedidos de justiça, familiares da vítima acompanharam o julgamento.

“O sentimento é de alívio e emoção. Agora eu vou conseguir voltar a viver, com muitas aspas, porque eu estava esperando somente esse momento de ver a justiça sendo feita pela minha filha”, desabafou emocionada Ester Alzira Rodrigues da Silva, mãe da criança assassinada.

Fonte: NSC

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