Eles querem aumento real de salário, com uma proposta de 10%; prefeitura faz os cálculos
Os servidores públicos municipais de Caçador ameaçam entrar em greve na próxima quinta-feira, 5, c aso não haja acordo sobre aumento salarial real, com uma pedida de 10%.
Os servidores fizeram uma manifestação em frente a Prefeitura no final da tarde desta sexta-feira, 27, por volta de 17h40 e foram convidados pelo prefeito Alencar Mendes a entrar no gabinete e discutir o assunto, o que ocorreu por volta de 18h30.
Uma comissão de servidores, tendo à frente o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Caçador, Jorge Gonçalves, apresentou as propostas ao prefeito e ouviu as considerações do Chefe do Poder Executivo.
O prefeito Alencar, disse que propôs o que é constitucional, que é a reposição salarial de 4,44% e que estará na folha de pagamento de fevereiro e equiparou o vale alimentação em R$ 800 reais para todos os servidores e que para conceder qualquer outro índice, é preciso fazer as contas.
Segundo informações, em vários momentos a reunião foi tensa.
Não está claro se seriam a reposição, o vale alimentação e mais 10% ou se desse percentual seriam descontados a reposição e o vale alimentação.
O prefeito detalhou os cálculos que possibilitaram a reposição salarial e a equiparação do vale alimentação, ao mesmo tempo em que informou sobre perdas de arrecadação por conta do tarifaço dos EUA, que no ano passado somaram cerca de R$ 15 milhões de reais.
Está prevista para terça-feira, 3, uma manifestação que terminará na Câmara Municipal e na quinta-feira, 5, um novo encontro onde o prefeito estará com os cálculos em mãos e o debate será aprofundado.
Possibilidade de greve
O presidente do Sindicato, Jorge Gonçalves, discursou em frente a prefeitura dizendo que caso não haja entendimento e seja concedido aumento real, os servidores públicos municipais poderão entrar em greve, não detalhando se seria uma paralização geral ou se os serviços essenciais seriam mantidos.
Situação atual
No início desta semana, em reunião dos servidores, saiu a decisão do que deve ser chamado de “estado de greve”, com os servidores trabalhando normalmente, porém com manifestações coletivas e pessoais, na busca do aumento real dos salários.
Negociação
Conforme Jorge Gonçalves, a negociação do Sindicato com o prefeito já dura um mês. A primeira proposta do Sindicato era de 16% e depois passou a ser de 10%.