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Câmara de Rio das Antas realiza primeiras oitivas da CPI da UBS de Ipoméia

UBS

A previsão era de ouvir quatro testemunhas, mas uma acabou faltando

A Câmara Municipal de Rio das Antas realizou na noite desta quinta-feira, 30, as primeiras oitivas de testemunhas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que apura eventuais irregularidades relacionadas à construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) do distrito de Ipomeia.

Três testemunhas foram ouvidas e uma delas faltou e terá uma nova data para ser ouvido.

Foram ouvidas:

– Amanda Gabriela Soligo, engenheira civil que atua na Prefeitura de Rio das Antas;

– Samara Cattani, engenheira sanitarista e ambiental, que responde pela vigilância sanitária no município de Rio das Antas;

– Indianara Bigaton, responsável por empresa contratada pela Prefeitura Municipal de Rio das Antas, que atua na área de gestão.

Às testemunhas foram feitos questionamentos básicos, pelos membros da CPI, que são as vereadoras Andréia Moresco (presidente), Paloma Dias (secretária) e Sabrina Schneider.

Objetivo da CPI

O objetivo da CPI é apurar eventuais irregularidades na escolha do local onde está sendo construída, a regularidade das certidões negativas e de aspectos administrativos sobre a obra.

De acordo com moradores, que fizeram chegar suas reclamações aos vereadores, o local onde está sendo construída a UBS é totalmente inadequado, pois está entre a Capela Mortuária e o Cemitério Municipal, com pequenas distâncias de ambos. O temor além do aspecto emocional e mental, é o risco sanitário. Por isso, a CPI deverá requerer documentos como laudos e certidões, para garantir a segurança da população.

Histórico da UBS

A UBS começou a ser pensada durante a gestão Munaretto/Selmir, quando foram obtidos recursos no Ministério da Saúde da ordem de R$ 2,2 milhões.

No projeto inicial, a UBS deveria ser construída em local central do distrito de Ipoméia, para garantir melhor acesso da população.

A atual administração mudou o local, levando a obra a ser construída entre a Capela Mortuária e o Cemitério Municipal.

Moradores da localidade dizem que mesmo que a documentação esteja correta, é uma questão de bom senso e de atender o desejo da população do distrito, que ficou claro em audiência pública realizada Câmara Municipal, onde a esmagadora maioria confirmou que não desejam a UBS no local onde está sendo construída.

Próximos Passos

A presidente da CPI, vereadora Andreia Moresco, disse que estão sendo feitas outras convocações de pessoas que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos e elaboração do relatório final.

“Existem muitos fatos a serem esclarecidos, indo desde a tomada decisão de construir no local, a existência ou não de alteração de projeto, laudos técnicos, certidões negativas, inclusive ambiental, bem como as prestações de contas e a entrega para a população. É preciso garantir a segurança da população, minimizando os riscos até contrair uma bactéria e doença, ao frequentar o local e isto vale para servidores municipais e para a população”, destacou.

Relatório final

A presidente da CPI disse ainda que, após aprovado o relatório final, conforme suas comprovações, os documentos da CPI deverão ser encaminhados para órgãos públicos fiscalizadores da gestão pública, para que estes tomem as providências necessária para garantir o bem comum da população.

Confira a entrevista:

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