Amin vê ‘trairagem’ e rejeita chapa com três candidatos ao Senado em SC

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O senador Esperidião Amin afirmou que não participará de uma coligação que lance três candidatos para apenas duas vagas ao Senado

O senador Esperidião Amin (PP) fez um alerta duro sobre os bastidores da formação da chapa ao Senado em 2026 e deixou claro que há um limite para sua permanência na disputa. Em entrevista ao jornalista e ex-senador Lasier Martins, na Rádio Guaíba, na manhã desta segunda-feira (9), Amin afirmou que não participará de uma coligação que lance três candidatos para apenas duas vagas ao Senado.

“Três candidatos para duas vagas é um estímulo à trairagem e ao fogo amigo”, disparou o senador. Segundo ele, ainda que a legislação eleitoral permita esse tipo de arranjo, a prática seria politicamente nociva. “Eu desejo ser candidato, aceitarei qualquer resultado democrático, mas não concordo em participar de uma coligação que tenha três candidatos ao Senado”, afirmou.

Sem citar diretamente o governador Jorginho Mello (PL), Amin observou que há um grupo defendendo esse modelo e que ainda não está claro se o chefe do Executivo estadual é contra a ideia. “Dizem até que ele aplaude. Eu não posso falar por ele”, ponderou. Ainda assim, o senador foi taxativo se o cenário se confirmar “Se fizerem isso, eu não estarei nesse circo”.

O parlamentar foi além ao classificar o modelo como “o circo da degradação política”, afirmando que o problema começa antes mesmo da campanha. “O mau exemplo já começa na matrícula”, disse, em referência à origem da chapa. Amin comparou a proposta à antiga sublegenda, mecanismo eleitoral que, segundo ele, produziu “cenas de quase pornografia em matéria de trairagem entre pessoas que deveriam ser parceiras”.

Apesar do tom contundente, o senador buscou demonstrar serenidade. Reafirmou que seguirá trabalhando como pré-candidato, independentemente do desfecho das articulações. “Estou preocupado, mas não estou aflito”, resumiu.

A fala de Amin joga luz sobre a tensão crescente nos bastidores e transforma a disputa pelas vagas ao Senado em um ponto sensível da construção das alianças para 2026. Mais do que um desabafo, a declaração funciona como um aviso público.

Fonte: NDMais

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