Partido está em uma encruzilhada, buscando entender o momento para depois decidir
Olha a minha pretensão! Tentar avaliar e compreender o MDB de Santa Catarina e a complexidade da decisão que terá que tomar em curto espaço de tempo.
Estava tudo certo. Vice de Jorginho Mello, apontar suplentes ao senado e aprontar com fina sintonia as listas de candidatos a deputado federal e estadual.
Mas, agora surgiram novas questões, depois do governador que vai à reeleição, tirar a vice do partido.
Ficar com Jorginho e o PL, ainda assim, sem majoritária?
É possível, mas o partido ficou constrangido com a decisão de Jorginho e mesmo que as lideranças aceitem, as bases dificilmente seguirão com Jorginho. Já tinha muita gente querendo ir de João Rodrigues…
Ir com João Rodrigues não é embaraçoso, mas cheira a prêmio de consolo.
O bom mesmo seria um projeto de candidatura a governador própria, mas aí vem a pergunta. Quem se arriscaria?
Agora, neste momento, dificilmente se encontrará alguém de peso para concorrer a governador. Somente se houvesse uma garantia de que o candidato, se perder a eleição, seria o nome da vez para concorrer em 2030, aí sim, com musculatura e recall.
O grande problema nestas eleições, para o MDB, serão as candidaturas solteiras de candidatos a deputado federal e estadual. Estes iriam a convenção, puxariam a fila dos discursos de independência, democracia, um projeto para o estado… mas se ao sair as primeiras pesquisas o candidato do MDB não estiver bem colocado, pode acabar abandonado, com meia dúzia de gatos pingados apoiando e com sério risco de fazer uma votação pífia.
O problema do MDB é grande e urge por solução.
O MDB já esteve com João Rodrigues (PSD) nesta terça-feira, 27, e disse que o projeto é de candidatura própria.