Como se explica a derrocada do MDB?

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Nada pessoal, apenas uma análise. A derrocada do MDB em todo o Brasil e em Santa Catarina se explica pelo desgaste da sigla partidária. O discurso contra velhas raposas do MDB, PSDB e PT pegou. É só ver o resultado pelo Brasil e constatar quantas lideranças ficaram de fora.

Só para constar: Eunício Oliveira (hoje presidente do Senado), os Sarney, Romero Jucá, Roberto Requião, pelo MDB e Cássio Cunha Lima, Geraldo Alckmin, dentre tucanos de alta plumagem, sem falar em Dilma Rousseff, Suplicy, Lindenbergh, Ideli Salvatti e tantos outros petistas, todos fora, numa renovação sem precedentes no parlamento (Câmara dos Deputados e Senado da República). Muita gente de peso na política atual estará sem mandato a partir do ano que vem.

Aqui em SC, a coligação encabeçada pelo MDB e PSDB sofreu um grande revés, um dos maiores dos últimos tempos, com suas bancadas bastante reduzidas e tendendo a apoiar o Comandante Moisés para governador neste segundo turno, sob pena do estrago ser ainda maior.

As lideranças dos dois partidos tem muita gente no governo e o desembarque destes seria desastroso para os partidos que não tem onde abrigá-los.

Na Câmara Federal o MDB chegou a eleger 66 deputados federais e agora elegeu apenas 34; o PSDB ficou com 29. Pouco…

Na Alesc também o tombo foi grande. Chegou-se ao ponto de deputado tucano muito bem votado na região e que tinha liberado as lideranças para outro candidato regional, fazer ligações no final da tarde de sábado, véspera da eleição, para garimpar votos de última hora, porque temeu não se reeleger. E o trabalho foi providencial.

Qual a influência destes fatos para a eleição municipal daqui a 2 anos? Vejo, desde já, uma montanha de lideranças a procura dos partidos de menores expressão para organizá-los nos municípios. Acho que não encontrarão facilidades.

A política moderna indica que os eleitores não estão muito preocupados com partidos grandes, grandes estruturas e preferem votar nos pequenos, nos mais humildes. É o que a urna mostra.

Falando em segundo turno, está havendo uma avalanche de apoio para o Comandante Moisés (PSL), que disputará contra Gelson Merísio (PSD). Cobalchini já definiu e vai de 17, como muitos outros.

Esse tal de Comandante Moisés, que acredito que jamais sonhou em governar SC (confessou que ingressou no partido sem pensar em ser candidato), está com a eleição nas mãos e pode concretizar um sonho não sonhado.

Quando penso no primeiro turno vejo uma péssima estratégia de campanha de Mauro Mariani, salvo alguns programas de televisão (como o último), que para mim foi vítima de uma espetacular “virada de votos”, aos 44 do segundo tempo.

A equipe de Mariani demorou muito para entrar na campanha, desperdiçando tempo na lenga-lenga de apresentação pessoal do candidato e do vice Napoleão Bernardes (PSDB). Programas fracos, eventos fracos com pouca gente e por vezes desorganizado. Pensaram em campanha “morro abaixo” e deu no que deu.

Mariani merecia melhor sorte, mas foi pego em um momento em que o eleitor queria e quer se vingar das velhas raposas e ele “entrou de gaiato”.

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