Toni Corrêa 

Algumas impressões sobre as eleições de 2018 em SC

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Estive na Capital esta semana e em conversas com inúmeras lideranças políticas, algumas de peso, colhi impressões sobre o quadro sucessório em Santa Catarina, nas eleições de 2018. E podemos ter surpresas, sim. Vejamos:

  1. O time titular de lideranças políticas de SC ainda não entrou em campo. Estão quietos o governador Raimundo Colombo (PSD), o vice Eduardo Moreira (PMDB), o senador Dário Berger e o prefeito de Joinville Udo Dohler, ambos do PMDB, Jorge Bornhausen, sem partido, e por aí a lista vai;
  2. Eduardo Moreira, até para pressionar o governador, está dizendo que só assume o governo se Raimundo Colombo renunciar no início de janeiro. Do contrário, não assume o governo e pode buscar uma vaga de senador da República;
  3. Tem gente no PMDB que está apreensiva porque vários deputados eleitos pelo partido na última eleição, poderão estar fora da próxima, como Coruja, Antonio Aguiar, Aldo Schineider… e também porque Mauro Mariani não embala na campanha e ainda não alcançou dois dígitos. Não sei, se neste momento, este último fato quer dizer muita coisa;
  4. O DEM está sendo gestado sim. E pode surgir com até 6 deputados e, pasmem, com um governador;
  5. Júlio Garcia não é mais Conselheiro do TCE. Se aposentou e em seu lugar já assumiu José Nei Ascari. Assim Coruja, então primeiro suplente, assumiu como titular. Garcia voltará à política e ao contrário do que muitos imaginam não irá para o PSD e sim para o DEM. E tem mais: não apoia as pretensões de Gelson Merísio (PSD);
  6. Há dúvidas se Aldo Schneider (PMDB) terá saúde para ser candidato à reeleição e até mesmo para assumir a presidência da Alesc no ano que vem. Se isto ocorrer, o que ninguém deseja, mas não pode ser descartado, o PMDB terá que indicar outro deputado para ser presidente da Assembleia em 2018;
  7. No novo DEM podem estar: Raimundo Colombo, João Paulo Kleinubing, João Rodrigues e outros nomes de peso, que ao contrário de Gelson Merísio e seu grupo no PSD, não rejeitam o PMDB;
  8. Muita gente entende que Colombo terá sérias dificuldades para se eleger senador. Para facilitar o caminho duas providências seriam necessárias: primeiro liberar o Fundam 2 e depois se aliar ao PMDB;
  9. Pouca gente tem dúvidas de que Esperidião Amin (PP), se candidato a governador, chegaria ao segundo turno, mas aí teria muitas dificuldades – como sempre – em agregar apoios para o segundo turno;
  10. No ninho tucano, três nomes despontam para compor uma majoritária: Paulo Bauer, Marcos Vieira e o prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes. Depende do quadro que se apresentar;
  11. Udo Dholer, prefeito de Joinville está mudo. Dizem que espera um convite do partido para renunciar à prefeitura e se apresentar como candidato;
  12. O projeto de Cobalchini é se reeleger bem e buscar a presidência da Alesc em 2019. Não passa por sua cabeça ser presidente no ano que vem em um eventual impedimento de Schneider. Mas nada pode ser descartado, porque tem o aspecto partidário, que poderia convocá-lo para a missão;
  13. Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma e Saulo Sperotto, prefeito de Caçador, pelo que se vê estão fora das eleições de 2018;
  14. Não passo e não devo escrever tudo o que ouço, mas impressiona a reação negativa quanto às pretensões de alguns candidatos à governador e à senador.

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